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The House on the Edge of the Park ( La Casa Sperduta Nel Parco )

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Ano: 1980

 

 

Direção: Ruggero Deodato

 

 

Elenco: David Hess, Annie Belle, Christian Borromeo.

 

 

A década de 70 foi marcada por uma série de filmes violentos, mais realistas, com histórias de pessoas comuns cheias de brutalidade. Wes Craven fez os cultuados Aniversário Macabro ( The Last House on the Left ) e Quadrilha de Sádicos ( The Hills Have Eyes ). I Spit on Your Grave era outro filme brutal da mesma linha, banido em vários países. Na Itália, quem fazia este tipo de cinema era Ruggero Deodato.

Deodato havia dirigido Cannibal Holocaust, o pai de Bruxa de Blair, um filme que era vendido como “real” sobre documentaristas que são devorados por canibais. Seguindo a linha do terror mais cru, Ruggero fez este The House on The Edge of the Park, já na década de 80, também banido em vários países.

Antes de falar da história, um parágrafo para exaltar como eram bonitas as capas dos filmes de terror desta época. Dá uma nostalgia enorme lembrar das capas de VHS típicas da sessão de Suspense/Terror das locadoras de vídeo.

Vamos ao filme em si. Após estuprar uma garota, mecânico perturbado recebe a visita de um casal rico que estava a caminho de uma festa quando o carro quebrou. Ele conserta o carro, mesmo sendo fora do expediente, e como agradecimento o casal o convida para a festa. O mecânico aceita e leva um amigo que tem deficiência mental. Chegando lá, apos sofrerem algumas humilhações por parte dos playboys, o mecânico resolve apavorar o pessoal, cometendo estupros, batendo, torturando e ameaçando o grupo de amigos.

O filme vai para o sadismo, a atuação de Hess é irretocável com sua cara de maluco e olhar ameaçador de quem sente prazer ao ver as vitimas sofrerem. Não tem nenhuma grande história, nenhuma grande reviravolta, o que torna o filme perturbador por parecer plausível.

Alem da agressão física, há muita violência psicológica no filme. Não tem como não lembrar do mais recente Violência Gratuita ( Funny Games ), de Michael Haneke, que considero uma revisita ao gênero e em especial a este filme. O que há também são inúmeras cenas de nudez, estupro e sexo, assim como nos filmes já citados anteriormente.

David Hess havia feito o vilão de Aniversário Macabro ( The Last House on the Left ) do Wes Craven. Os produtores queriam muito ele The House on the Edge of the Park, chegando a dar para o ator uma porcentagem sobre os direitos do filme. Para aproveitar a onda do sucesso do filme de Craven, resolveram inserir no titulo deste filme a palavra “House”, mesmo não havendo ligação.

A primeira vitima de Hess no filme era a própria esposa. O ator faleceu recentemente, vitima de ataque cardíaco, imortalizado para sempre na galeria do Terror após suas perturbadoras atuações em dois filmes cultuados pelos fãs de horror.

 

NOTA DO EDITOR: 8,0

 

CENAS MEMORÁVEIS: ( Podem conter spoiler )

  • A terrível tortura psicológica que o vilão faz com a inocente e virginal ninfeta que chega tardiamente no filme. P.S. – No roteiro, ele retirava um absorvente dela, cena que acabou não sendo filmada por Deodato.

 

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