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Raw ( 2016 )

 

 

Ano: 2016

 

Direção: Julia Ducournau

 

Elenco: Garance Marillier, Ella Rumpf, Rabah Nait Oufelia

 

 

 

Raw definitivamente não é um filme fácil de ver. Nos dias atuais, dificilmente passaria no MAM, seria execrado pelo MBL e pela família de bem brasileira.

Dentre seus “atributos” citados na classificação indicativa do filme temos “comportamento abominável”, “sexo”, “nudez”, “uso de drogas”, “imagens sangrentas e desconfortantes” e outros que não citaremos aqui para não dar spoiler.

O filme chamou a atenção por provocar constantes abandonos, por parte do público, nas salas de cinema. Na Suécia, houve desmaios e pessoas que saíram da exibição para vomitar no banheiro. Em uma sala, nos Estados Unidos, os espectadores recebiam na entrada um saco de vômito caso precisassem durante a sessão.

Tudo isso porque Raw, que em Português significa “Cru”, é um filme que gira em torno da alimentação e das mudanças que ela causa no nosso corpo.

Para começo de conversa, vamos contar aqui o básico do básico para começar o filme, sem spoiler, para não estragar a surpresa de quem pretende ver o filme.

Justine é uma garota que cresceu em uma severa família de vegetarianos. Após ser aprovada na faculdade de Veterinária, no trote dos veteranos, ela é obrigada a comer uma parte de fígado de coelho. A reação que o contato com este alimento provoca nela começa a ter efeitos físicos e, posteriormente, graves efeitos psicológicos.

Justine começa uma transformação de personalidade, puramente instintiva, que as cenas posteriores ao trote são feitas para causar desconforto e náuseas, principalmente nas pessoas mais sensíveis.

Mas, com tudo isso, o que faz Raw ser um bom filme e o que leva a pessoa a vê-lo?

O filme, imprevisível, surpreende o espectador com a sucessão de fatos que ocorrem. Há um frescor de originalidade por toda a obra, incluindo bons momentos de puro devaneio, sem muito comprometimento com a narrativa, ainda que estas cenas mais “poéticas” tenham sim um fundo para fazer pensar.

O trabalho da atriz principal merece destaque. Até mesmo a postura corporal da Justine do começo do filme para a Justine do final foi trabalhada junto com a diretora propositadamente.

Não existe certo, nem errado, em Raw. Um dos acertos do filme é não cair no maniqueísmo sobre o consumo de carne. Se a pessoa é o que ela come, como diz a sabedoria popular, as nossas escolhas e consequências são puramente pessoais. Não é um filme para corroborar os vegetarianos e nem irá fazer o carnívoro repensar na vida.

Para os fãs do gênero terror, há bastante sangue e tensão, com cenas de puro gore. A famosa pulsão de morte está presente durante todo o filme.

Finalizando, é um filme que nos faz pensar, algo incomum hoje em dia já que a maioria dos filmes ou séries só quer simplesmente ocupar nosso tempo. Ainda que o foco pareça ser a relação do nosso corpo com a comida, em um nível mais profundo, Raw nos faz pensar sobre algo muito mais complexo e predatório em todos os sentidos: o ser humano.

P.S. – Este filme está disponível na Netflix.

NOTA DO EDITOR: 8,0

 

CENAS MEMORÁVEIS: ( Podem conter spoiler )

Várias, mas não vamos dar spoiler.

           

 

TRAILER:

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