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Sweet, Sweet, Lonely Girl ( 2016 )

 

 

Ano: 2016

 

Direção: A. D. Calvo

 

Elenco: Quinn Shephard, Susan Kellermann, Erin Wilhelmi

 

 

 

“O mal gosta dos solitários.”. Com esta ótima frase no cartaz, entendemos todo o mote desde pouco conhecido, mas muito bom, filme de terror.

A história se passa no final dos anos 70 e é toda filmada neste estilo. A narrativa e os enquadramentos seguem a linguagem tradicional da época. Com todo este charme estilístico, a história gira em torno de Adele, uma jovem e tímida garota, que é designada a cuidar da tia Dory, uma senhora que mora sozinha em uma mansão.

Nesta nova morada, Adele trata da tia que sofre de uma doença que a impede de sair do quarto. A silenciosa comunicação entre elas se dá através de bilhetes que Dory passa por debaixo da porta. Adele prepara e deixa toda a comida e medicação, no chão em frente do quarto da tia, que abre rapidamente e logo volta para a clausura.

Frequentando poucos lugares da região como farmácias e mercados, Adele casualmente conhece Beth, que é seu total oposto: bonita, sexualmente vigorosa, moderna e descolada.

Encantada com a nova amiga, a curiosidade de Adele pelo novo universo que Beth lhe apresenta acaba se tornando uma paixão. Na relação entre as duas, a personalidade forte de Beth acaba tornando-a manipuladora e deixando Adele submissa.

A situação se torna perigosa quando, influenciada negativamente pela nova amiga, Adele começa a ficar desleixada nos cuidados com a tia e passa a tomar péssimas e desonestas atitudes.

O filme, coberto de simbologias, passa a costurar o desenvolvimento psicossexual de Adele com a atmosfera de terror que paira naquela estranha mansão. Além do bom roteiro e da ótima produção, o ponto mais elogiável do filme é sem dúvida a escolha do elenco. As excelentes atrizes dão o tom correto para cada personagem, mostrando a química ideal entre as duas que seguram, basicamente sozinhas, todo o tempo de duração do curto filme.

Sweet, Sweet Lonely Girl é um filme honesto e bem filmado, que termina tão bem quanto começa: surpreendendo positivamente.

NOTA DO EDITOR: 7,5

 

CENAS MEMORÁVEIS: ( Podem conter spoiler )

  • Nenhuma especial

           

 

TRAILER:

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Confissões ( Confessions )

 

 

Ano: 2010

 

Direção: Tetsuya Nakashima

 

Elenco: Takako Matsu, Yoshino Kimura, Masaki Okada

 

 

 

Inteligente, provocativo e visualmente forte. Talvez estes sejam os 3 pilares que melhor resumem este ótimo filme japonês, uma mistura de suspense e thriller que, de vez em quando, tem algumas cenas que graficamente flertam com o terror.

A história gira em torno de uma arrebatadora história de vingança. No último dia de aula antes da primavera, uma professora conta sobre o ex-marido com AIDS e sobre a filha ( uma criança ) que foi achada morta na piscina da creche. O tom da narrativa muda quando a mestra afirma que a filha não morreu por acidente e que, dois dos responsáveis pelo assassinato, se encontram naquela sala. O pânico dos alunos piora quando a professora afirma que injetou sangue contaminado do marido no leite que os alunos tomaram. A decidida professora acaba tendo que expor e lidar com um aluno maleável e outro sociopata manipulador.

O filme se desdobra mostrando as confissões de cada personagem principal, desta forma, o espectador é conduzido através dos vários pontos de vista das pessoas de uma mesma história, o que torna a montagem do filme muito interessante. As viradas de roteiro ( sempre inteligentes ) também são dadas aos poucos, conforme cada personagem vai narrando a forma que os fatos aconteceram.

Visualmente, o filme constrói belas imagens para mostrar o interior de cada personagem. Desde o clima externo do Japão, até lembranças e pensamentos, há muita poesia em algumas imagens da narrativa.

Seria injusto não destacar as atuações da professora e dos ótimos atores pré-adolescentes.

Confissões foi um dos filmes cogitados para representar o Japão no Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Após vê-lo, fica fácil entender o porquê.

NOTA DO EDITOR: 8,0

 

CENAS MEMORÁVEIS: ( Podem conter spoiler )

  •  Nenhuma especial.

           

 

TRAILER:

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Veneno para as Fadas ( Veneno para las Hadas ) – 1984

 

 

Ano: 1984

 

Direção: Carlos Enrique Taboada

 

Elenco: Ana Patricia Rojo, Elsa Maria Gutierrez, Leonor Llausás

 

 

 

Feito pelo renomado diretor mexicano Carlos Enrique Taboada, nome forte do terror latino, Veneno para as Fadas é um notável misto de terror e fantasia.

Logo de início, vemos a acertada decisão que a direção tomou: todo o filme é contado pelo ponto de vista das crianças. Os poucos adultos presentes no filme basicamente não mostram o rosto, estando fora de cena, nas sombras, de costas ou enquadrados de uma forma que nunca conseguimos visualizá-los.

Neste mundo infantil, acompanhamos a rica menina Flávia que acaba de mudar para um novo colégio. Por ter uma vida um tanto monótona, logo ela é atraída pela endiabrada Verônica, uma garota que diz ser bruxa e apresenta um novo mundo para Flávia.

Da amizade que nasce entre as garotas, a manipuladora Verônica usa o poder de manipulação que tem para amedrontar e subjugar Flávia. Nesta relação estranha que ambas estabelecem, com o passar do tempo, Flávia começa a entender que talvez Verônica tenha, de fato, algo sobrenatural.

Outro grande acerto do filme é dar espaço para a ingenuidade das crianças, trazendo visualmente para história o imaginário que as fábulas de horror tem: sombras, bruxas, caldeirão, sapos, cobras, etc. Não é uma obra com sustos nem momentos gore, sendo mais pontualmente um suspense com um clima gótico.

Neste universo infantil, assusta ver crianças agindo como adultos, especialmente na cena em que elas resolvem realizar um ritual satânico, mostrando que o filme tem bastante personalidade.

Mesmo com alguns efeitos visuais já datados, trilha sonora exagerada algumas vezes, maquiagem bastante teatral e com uma narrativa lenta, o filme tem no enredo e na interpretação das meninas uma força descomunal que o coloca como um diferenciado e curioso filme de terror obrigatório para os fãs do gênero.

NOTA DO EDITOR: 8,0

 

CENAS MEMORÁVEIS: ( Podem conter spoiler )

– Não é comum vermos crianças realizando rituais satânicos em filmes.

           

 

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The Void ( 2016 )

 

 

Ano: 2016

 

Direção: Jeremy Gillespie e Steven Kostanski

 

Elenco: Aaron Poole, Kenneth Welsh, Daniel Fathers

 

 

 

 

 

 

Aquela máxima de que, alguns filmes é melhor assistir sem saber nada sobre o enredo, é extremamente aplicável a The Void.

Com muito sucesso, o filme mistura o clima de H. P. Lovecraft, especialmente o famoso conto O Chamado de Cthulhu com Silent Hill, A Hora dos Mortos-Vivos, Alien, seitas estranhas, rituais, drogas e mais. Claro, para os que gostam de teoria da conspiração, Illuminati também.

Para não entregar muito, o filme começa com um policial de uma pequena cidade ajudando um drogado que está machucado. No turno da noite no hospital, a equipe reduzida dali mostra ter uma rotina sem maiores emoções. As coisas mudam quando uma enfermeira enlouquece, uma dupla entra armada no hospital e ao redor do prédio vemos uma estranha seita de caras vestidos de branco que usam um triângulo preto no capuz, parecido com a Ku Klux Klan.

Com uma produção boa, Arte e Fotografia eficientes, o ponto forte do filme são os Efeitos Especiais. Todo o clima de terror é muito bem feito, com destaque para as estranhas criaturas que veremos enquanto a história se desdobra.

Em alguns momentos o filme flerta com o gore, para alegria de quem gosta de um terror mais explícito.

A história vai longe, portanto, é um filme indicado para espectadores dispostos a entrarem na viagem da narrativa e abertos a algumas pirações.

Para quem se deixar leva, The Void é uma ótima surpresa e, talvez, um dos filmes mais interessantes do ano passado.

NOTA DO EDITOR: 8,0

 

CENAS MEMORÁVEIS: ( Podem conter spoiler )

– A sequência do porão, em um clima meio Baskin, é ótima.

           

 

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POD ( 2015 )

Ano: 2015

 

 

Direção: Mickey Keating

 

 

Elenco: Lauren Ashley Carter, Dean Cates, Brian Morvant

 

 

 

 

 

 

Pod definitivamente não é um filme que vai agradar a todos.

Feito para ser simples ( basicamente três atores em uma locação ), o longa foi rodado em apenas 15 dias, mostrando que é uma produção apertada e pequena.

Apesar disso, quem comprar a história do filme e entrar na proposta dele, vai achar aqui uma envolvente surpresa.

Focado nos diálogos e em uma narrativa que entrega a história devagar ao espectador, o filme mostra uma relação de três irmãos que raramente se encontram. Melhor, pouco se gostam, na real. Quando um deles, que já foi soldado do exército e clinicado com distúrbios mentais, manda uma mensagem para o mais velho dizendo que fez uma grande descoberta, o primogênito resolve reencontrar a irmã e partirem em auxílio do irmão problemático.

A partir deste momento o filme vai se mostrando um suspense eficiente, colocando os três irmãos em contraponto e mostrando um pouco mais das personalidades, e relações, de cada um.

Quanto mais perto chegam da descoberta do irmão, mais a narração se desdobra em deixar na dúvida se tudo aquilo pode ser real ou apenas uma invenção paranoica do ex-soldado.

Com uma duração curta, menos de uma hora e vinte, o filme acerta em não querer prolongar e indo basicamente direto ao ponto quando necessário.

Apesar de algumas escolhas já batidas da direção, POD se mostra um bom thriller que pode agradar quem deseja sair dos grandes lançamentos do circuito.

NOTA DO EDITOR: 7,0

 

CENAS MEMORÁVEIS: ( Podem conter spoiler )

  • Nenhuma especial

           

 

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