Um site sobre filmes, livros e obras de Terror

Asilo do Terror ( Asylum ) – 1972

 

Ano: 1972

 

Direção: Roy Ward Baker

 

Elenco: Barbara Parkins, Peter Cushing, Britt Ekland, Charlotte Rampling.

 

Asilo do Terror é um daqueles filmes com o irresistível terror inglês cheio de sombras, atmosfera gótica, locações que por si só já passam a sensação de assombradas, muita neblina e clima envolvente.

Um jovem psiquiatra é chamado para uma entrevista de emprego em um asilo para pessoas com distúrbios mentais. Adepto do método de dar liberdade e conversar com os pacientes, ele discorda dos métodos poucos convencionais usados no local. Para ser “aprovado” na entrevista, ele é submetido a um teste: conversar com 4 pacientes internados e descobrir qual deles é o Dr. Starr, o antigo médico que cuidava do asilo mas enlouqueceu junto com os pacientes.

O filme acaba sendo uma sucessão de 4 histórias diferentes. Claro que uma acaba sendo mais interessante que a outra, mas por serem curtas, o ritmo acaba não caindo.

A segunda estória conta com a presença de um dos grandes nomes do terror, Peter Cushing, vivendo um pai enigmático que precisa fazer um terno para o filho. Acontece que o tecido é bastante peculiar e o terno precisa ser confeccionado sob regras bastante estranhas determinadas em um livro misterioso.

A terceira estória conta com as presenças da ex-Bondgirl Britt Ekland e com Charlotte Rampling, aqui extremamente nova já que o filme é de 1972. As duas atrizes vivem um não tão velado relacionamento amoroso, abalado pelo vício de uma delas em drogas.

Todas as histórias contam com elementos sobrenaturais, flertando com loucura e terror, indivisíveis entre si.

O filme tem ótimos momentos narrativos, com destaque para um curioso truque de espelho usado no final da 3 estória. Inspirado e com cenas memoráveis, é um grande filme que merece ser visto.

NOTA DO EDITOR: 8,0

 

CENAS MEMORÁVEIS: ( Podem conter spoiler )

  • Não é sempre que vemos uma pessoa lutar com um corpo desmembrado

         

 

TRAILER:

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A Hora do Calafrio ( Savage Weekend )

 

 

 

Ano: 1979

 

Direção: David Paulsen

 

Elenco: Christopher Allport, Jim Doerr, Marilyn Hamlin

 

 

 

 

Para quem frequentava vídeo-locadora nos anos 80, A Hora do Calafrio era uma daquelas capas que chamava atenção apesar do desenho não ter ligação alguma com o filme. Assim como o nome é apenas um devaneio dos distribuidores, já que o título original é Savage Weekend.

O filme é um slasher com um maníaco mascarado, algo comum no final dos anos 70 e início dos anos 80, popularizado por séries clássicas como Halloween e Sexta-Feira 13. Apesar de A Hora do Calafrio ter sido lançado em 1979, depois de Halloween, o filme foi rodado em 1976, o que dá a ele uma originalidade. Ao contrário das produções tradicionais com um bando de jovens bobos sendo assassinados, aqui temos casais de meia idade, com temas de separação, filhos, falências e etc.

Todo esta personalidade de A Hora do Calafrio, infelizmente, não reflete em um bom filme. No enredo, um grupo de casais viaja para um casa no campo passar o final de semana. Lá, o estranho funcionário de um deles está construindo um barco para o rico patrão. Após algumas desavenças, as pessoas vão sendo assassinadas e o que era para ser um passeio agradável se torna uma série de assassinatos. A dúvida fica em quem está fazendo isso e porquê.

O roteiro é bastante confuso. Ele começa pelo final, para causar uma surpresa para o espectador, mas fora isso, todo o resto é bem ruim. Os personagens tomam péssimas decisões, o tempo das montagens paralelas são confusas também, muita coisa simplesmente não funciona.

Para piorar, sendo um slasher, você espera um suspense com uma sequência de assassinatos bem distribuída. Aqui, nos 50 minutos iniciais do filme praticamente nada acontece. Quem consegue passar sem dormir pelo começo e meio, acaba sendo “premiado” pela última parte do enredo onde as coisas realmente começam a acontecer. Difícil não ficar enfadonho.

Se tudo isso já não fosse o suficiente para afundar o filme, tem duas coisas piores. Os cortes bruscos tornam a edição quase insuportável nas cenas de sexo e assassinato. Acredito que isso tenha sido para aliviar a censura do filme, deixando tudo muito light e mal acabado. O segundo problema são as constantes aparições do microfone boom em quadro. Não é exagero afirmar que ele aparece por muito tempo e de forma constante em mais de 10 cenas, tirando o espectador do clima. Aqui é necessário fazer uma defesa do filme, isso provavelmente ocorreu pelo formato de tela do VHS ter sido diferente do formato em que o filme foi captado. Não necessariamente seja um erro genuíno do filme, mas provavelmente uma diferença técnica dos distribuidores pouco cuidadosos.

Definitivamente, um filme cujo embrulho é melhor que o presente.

NOTA DO EDITOR: 2,0

 

CENAS MEMORÁVEIS: ( Podem conter spoiler )

  • Não há.

           

 

TRAILER:

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Rabid – Enraivecida na Fúria do Sexo ( 1977 )

 

 

Ano: 1977

 

Direção: David Cronenberg

 

Elenco: Marilyn Chambers, Frank Moore, Joe Silver

 

 

 

Loira, olhos azulados, bonita, corpo comum sem exageros voluptuosos, jovem e com cara de garota comum e acessível no melhor estilo “Girl Next Door” americano. Dona de todas estas características, Marilyn Chambers mudou a história do cinema pornô ao fazer cenas de sexo explícito no imortalizado “Atrás da Porta Verde” em 1972. Após virar uma estrela mundial, os produtores de Rabid viram na história do filme um potencial para Marilyn, fazendo o diretor canadense David Cronenberg testá-la no papel.

Lançado no Brasil com o subtítulo caça-níquel de Enraivecida na Fúria do Sexo, com o claro intuito comercial de lucrar em cima da fama dela vinda pelo gênero pornô, Rabid é um ótimo filme de baixo orçamento mas que já evidenciava o potencial de Cronenberg.

Tradicional na filmografia dele, a relação de horror entre a pessoa X modificações corporais acontece aqui quando uma cirurgia plástica experimental resulta em um desastre. Este tema voltaria em outros clássicos do diretor como A Mosca, por exemplo.

Rose, a personagem principal vivida por Marilyn, sofre um grave acidente de moto. Resgatada pela ambulância de uma clínica particular, o médico avalia que não daria tempo de levá-la até o hospital mais próximo. O doutor decide então arriscar na própria clínica, onde ela é submetida a um implante experimental. Rose resiste ao acidente, mas volta com uma estranha sede de sangue. Enquanto vai descobrindo o que está acontecendo com o próprio corpo, que já não consegue mais digerir alimentos comuns, Rose vai infectando outras pessoas que espalham a doença pela cidade. O governo acredita ser um surto de raiva e o controle diante do pânico é encurralar a população, nem que para isso seja preciso matar pessoas e despejá-las em caminhões de lixo.

Diante do caos instaurado, Cronenberg mescla o horror que vai desde as relações pequenas e pessoais como também na paranoia entre forças militares e população.

Como em todos os filmes de Cronenberg, há sempre um pano de fundo questionador social. Apesar de ter sido lançado em 1977, Rabid é um filme bastante atual ao encontrar eco em uma sociedade vaidosa e capaz de fazer mudanças assustadoras no próprio corpo em busca de satisfação pessoal, dinheiro e fama. Talvez, daqui algumas décadas, Rabid seja ainda mais atual….e potencialmente mais assustador.

NOTA DO EDITOR: 8,0

 

CENAS MEMORÁVEIS: ( Podem conter spoiler )

  • Não é sempre que vemos um dedo sendo cortado por uma tesoura cirúrgica.

           

 

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Mystics In Bali ( 1981 )

 

 

Ano: 1981

 

Direção: H. Tjut Djalil

 

Elenco: Ilona Agathe Bastian, Yos Santo, Sofia W.D.

 

 

 

Esquisitão. Talvez esta seja uma palavra que consiga definir o que é Mystics in Bali, um obscuro e cultuado terror indonésio cheio de cenas absurdas e estranhas. O filme tem muitas cenas com humor involuntário graças aos efeitos especiais amadores e aos notáveis erros do filme.

Após escrever um livro sobre vodu na África, uma jovem escritora americana se aventura em Bali para descobrir a magia Leák, considerada a mais primitiva e perigosa de todas. Para isso, ela precisará se submeter a uma velha e poderosa praticante cujas intenções acabam se mostrando perturbadoras.

Um dos poderes do Leák é a capacidade de se transformar em qualquer coisa. Como consequência, vemos os personagens virando porcos, cobras e seres simplesmente fantásticos, alguns grotescos.

O mais impactante é sem dúvida quando a personagem principal vira uma penanggalan. Nada conhecido pelo ocidente, o mito da penangallan no folclore malaio é de uma mulher normal de dia mas que a noite vira uma vampira cuja cabeça sai voando, junto com a coluna vertebral, para chupar sangue. Por ser algo muito diferente para nós e os efeitos realmente não ajudarem, estes momentos acabam sendo as cenas mais marcantes do filme, que resumem a experiência visual que é ver Mystics in Bali.

Exatamente nesta “esquisitice” está o frescor do filme. O terror pulsante em uma cultura com hábitos e medos totalmente diversos transformam Mystics in Bali em uma obra quase sociológica. O enredo passa pelos preceitos religiosos, sociais e folclóricos pertinentes para a Indonésia.

A consideração final é de que esta joia rara e pouco conhecida merece ser vista como objeto de curiosidade e entretenimento puro, certamente recomendada para os fãs do gênero.

NOTA DO EDITOR: 7,5

 

CENAS MEMORÁVEIS: ( Podem conter spoiler )

  • Não é sempre que vemos cabeça voando como se fosse algo normal.

           

 

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Buio Omega ( Beyond the Darkness ) – 1979

 

 

Ano: 1979

 

Direção: Joe D’amato

 

Elenco: Kieran Canter, Cinzia Monreale, Franca Stoppi

 

 

 

Dono de uma densa filmografia com quase 200 filmes só como diretor, Joe D’amato é um daqueles cineastas que nunca foi levado a sério pela crítica mas é extremamente cultuado pelo mundo B do Cinema.

Nesta longa lista de filmes marcada pelo gênero erótico, há subprodutos de Emmanuelle, uma grande quantidade de filmes com a Laura Gemser ( considerada a Emmanuelle negra ), explícitos, eróticos com terror e simplesmente terror.

Exatamente um destes terror, com doses de erotismo, é o cultuado e polêmico Buio Omega, que recebeu o título em inglês de Beyond the Darkness.

Com uma história por si só provocativa, D’amato recheia o filme com cenas gores, desvios de comportamento e flerta com o bizarro constantemente.

A trama envolve um jovem órfão e taxidermista ( profissional que empalha animais ) que perde a namorada de forma precoce. Inconformado, ele resolve roubar o corpo dela do cemitério, empalhar e trazer para morar com ele na mansão.

Logo de cara, a cena em que ele transforma o corpo em uma espécie de boneca pode provocar repulsa. Há gore e até um canibalismo latente.

Junto com o jovem, na mansão, mora a sinistra governanta com a qual ele mantém um relacionamento doentio. A chegada da falecida irá despertar ciúmes e provocar uma espiral de mortes, chantagem e situações mórbidas.

Nesta história de Frankenstein repaginada, por mais que o roteiro tenha muitas fragilidades, o talento de D’amato tem momentos inspirados que resultam em cenas marcantes. Não é apenas um filme de terror provocativo, os personagens tem camadas dramáticas e densidade.

Ainda que desaconselhável para pessoas mais sensíveis, Buio Omega pode ser entendido como um romance mórbido com terror visceral. Literalmente.

NOTA DO EDITOR: 7,5

 

CENAS MEMORÁVEIS: ( Podem conter spoiler )

  • Unhas sendo arrancadas com alicate, corpos dissolvendo, tem várias.

           

 

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