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O Vampiro ( Vampyr ) – 1932

 

 

Ano: 1932

 

Direção: Carl Theodor Dreyer

 

Elenco: Julian West, Maurice Schutz, Rena Mandel

 

 

 

Dirigido pelo dinamarquês Carl Theodor Dreyer, responsável pelos clássicos Dias De Ira e O Martírio de Joana D’Arc, O Vampiro é baseado em um livro do irlandês Sheridan Le Fanu que possui o conto Carmilla. Este conto de Fanu foi o responsável por diversos filmes sobre vampiras abordados pela temática do lesbianismo, como por exemplo o clássico Carmilla – A Vampira dos Karnstein, produzido pela legendária Hammer e com a musa do terror Ingrid Pitt no papel da vampira protagonista.

A história pessoal de Dreyer é muito interessante. Filho ilegítimo, ele foi colocado para adoção. Após ser escolhido pelos Dreyers, a criança não sentiu o amor dos pais adotivos, especialmente da mãe. Dreyer buscou os pais biológicos, mas nunca conheceu a mãe “verdadeira”. Em seus filmes, é sempre possível visualizar medo e solidão, além de comportamentos psicológicos e religiosos extremados. Por ter sido criado sob uma rigidez luterana, nos filmes do diretor há sempre uma relação entre religião, sacrifício e sofrimento. Uma das características marcantes de Dreyer é usar closes excessivos no rosto dos atores, extraindo deles uma sensação de dor e angústia.

Apesar de só ter dirigido filmes na Alemanha mais para o meio da carreira, é notável visualmente que os filmes de Dreyer carregam uma identidade comum a fotografia e temática do Expressionismo Alemão. Este movimento aconteceu na Alemanha após o término da primeira guerra quando o país estava desolado e o cinema carregava o espírito do povo alemão com temas sombrios, terrificantes, psicologicamente pesados e pouco esperançosos.

Feitas as apresentações necessárias, vamos ao filme. O Vampiro fala sobre um jovem que se hospeda em uma pousada. Ele descobre que, no local, há uma garota sofrendo de uma doença misteriosa. Após alguns desdobramentos como receber uma visita misteriosa a noite e presenciar um assassinato, o jovem abre um pacote destinado a ele e começa a ler um livro que relata sobre a presença de vampiros. De acordo com a narrativa do livro, tudo indica que a garota doente pode ter se tornado uma vampira. O jovem precisará então correr para tentar salvá-la da maldição.

Graficamente, o filme é um pesadelo visual. O uso das sombras como personagens é feito de forma brilhante. Possivelmente, veio deste filme a inspiração do Copolla no recente Drácula. Dreyer usa de forma primorosa recursos simples de câmera, como usar a imagem em reverso, para criar um clima de pesadelo espectral. O uso de imagens sobrepostas como se criasse um espírito também ajudam a dar uma atmosfera de terror. Há ainda excelentes movimentos de câmera ( travelling ) que, para a época, não eram simples de fazer. Tudo isso usado de forma perfeitamente integrada a narrativa, nada é gratuito ou apenas para impressionar, demonstrando o cuidado que Dreyer usava nos filmes dele. As sequências parecem pinturas que tomaram vida.

Para finalizar sem dar spoiler, há uma sequência claustrofóbica angustiante que podemos afirmar de forma tranquila como um dos momentos mais aterrorizantes e inspirados do cinema.

Não há outra forma de classificar O Vampiro que não seja imputando ao filme o título de Obra-prima do terror.

NOTA DO EDITOR: 10

 

CENAS MEMORÁVEIS: ( Podem conter spoiler )

– Uma longa sequência subjetiva claustrofóbica. A pessoa que está sendo enterrada, através do vidro que há no caixão, acompanha o ritual que vai desde o caixão ser lacrado até levado para enterrar.

 

           

 

TRAILER:

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One Comment

  • Posted 29 de janeiro de 2019 at 09:44 | Permalink

    Show! Esse é um dos meus preferidos!

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