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Blacula ( 1972 )

 

 

Ano: 1972

 

Direção: William Crain

 

Elenco: William Marshall, Vonetta McGee, Denise Nicholas

 

 

 

Aproveitando a semana do feriado do Dia da Consciência Negra, nada mais justo que o site Adoro Terror prestar uma homenagem a esta data importante falando de um horror blaxploitation.

Também chamado de Blacksploitation, este movimento foi uma onda de filmes produzidos nos Estados Unidos no início da década de 70. Como “regra”, os filmes deveriam ser dirigidos e protagonizados por um elenco negro. Claro que a temática dos filmes girava em torno do universo afrodescendente, suas questões, modo de vida e conflitos.

Não é o caso de Blácula, mas creio já ter visto filmes com um elenco 100% formado só de negros e negras.

Praticamente os filmes eram policiais com muita ação, momentos de drama e constantes cenas de sexo. A cara mais famosa do período, com certeza, foi a atriz Pam Grier, que posteriormente se tornou a Jackie Brown de Quentin Tarantino no filme homônimo que flerta bastante com o Blaxploitation.

Não foi a toa que a própria série do James Bond acabou lançando Com 007 Viva e Deixe Morrer, filme que se passa em New Orleans e gira em torno de crenças em religiões afros, no calor do momento em 1973. O movimento ganhava força e popularizava ícones como Shaft.

Apesar do título, o vampiro negro do filme Blácula não é um Drácula negro, mas sim um príncipe africano chamado Mamuwalde que é mordido pelo próprio Drácula, tornando-se assim um vampiro.

Como todo filme do movimento, ele lida com os dilemas do universo afro. Mamuwalde, no caso, tinha ido até a Europa negociar com Drácula o final da escravidão.

Passados 200 anos, Drácula está morto e sua mansão é vendida para um casal homossexual interracial ( olhem que “moderno” isso para 1972 ). Claro que, durante a mudança, o casal acaba descobrindo Blácula enterrado em um dos caixões, libertando-o nos tempos modernos. Blácula acaba encontrando uma garota que parece ser a reencarnação de sua falecida esposa, assim como Mina é a reencarnação da falecida esposa de Drácula no livro de Bram Stoker.

O longa acaba não decolando por ter um roteiro extremamente burocrático, dando muita ênfase para o investigador ao invés de explorar o personagem principal, o que faz do filme mais um policial com algumas cenas de terror do que o contrário. Outra coisa que não ajuda é a Direção de Arte, que tem figurinos e maquiagens equivocadas, parecendo fantasias de Halloween baratas. Para piorar, Blácula é um vampiro extremamente meloso e apaixonado, algo que parece meio deslocado para o personagem.

Mesmo com seus defeitos, é um clássico que merece ser visto pela curiosidade e pela importância histórica da Blaxploitation, um movimento sensacional que é literalmente “coisa de preto”.

NOTA DO EDITOR: 6,0

 

CENAS MEMORÁVEIS: ( Podem conter spoiler )

Nenhuma especial

 

           

 

TRAILER:

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One Comment

  • Sílvia
    Posted 22 de novembro de 2017 at 13:33 | Permalink

    Deve ser bastante interessante, mesmo com os pontos fracos. Vou assistir!

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