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As Uvas da Morte ( Grapes of Death – Les Raisins de la Mort )

 

 

Ano: 1978

 

Direção: Jean Rollin

 

Elenco: Marie-Georges Pascal, Felix Marten, Mirella Rancelot, Brigitte Lahaie

 

 

O diretor francês Jean Rollin, famoso por sua vasta e cultuada obra de filmes B como Fascination, The Night of the Hunted e A Rosa de Ferro ( já resenhado aqui ), em As Uvas da Morte deixa de lado as clássicas vampiras bissexuais nuas e nos presenteia com um filme de zumbis. Chamado levianamente por alguns de A Noite dos Mortos-Vivos de Jean Rollin, Grapes of Death é realmente um ótimo filme de mortos-vivos com muito gore.

Inicialmente, o filme seria um thriller sobre um desastre ambiental. Vendo o potencial de terror que havia no roteiro, Rollin apostou em um filme rural que mistura colheita, ambição humana e zumbis.

No enredo, um fazendeiro ganancioso que lidera um povoado rural acaba abusando da quantidade de agrotóxicos usados nas uvas. Os funcionários, que trabalham com máscaras inapropriadas, acabam tendo reações ao excesso de veneno usado ali. A contaminação das uvas acaba transformando as pessoas do povoado em zumbis após a ingestão de vinho envenenado.

Os turistas que chegam nesta área rural acabam sendo surpreendidos com o que encontram e uma luta pela sobrevivência torna-se inevitável. Dentre estas pessoas está uma jovem que após dias sem notícias do noivo, resolve ir até o povoado atrás dele. Ela terá que se juntar a pessoas estranhas na luta contra os zumbis, sendo que alguns podem estar contaminados, esperando apenas o efeito do vinho se espalhar pelo corpo. Neste clima de tensão e desconfiança, a jovem faz parcerias improváveis com uma cega, uma família bastante peculiar e com uma misteriosa loira que parece ser uma líder do local. Detalhe que a loira é vivida pela Brigitte Lahaie, musa do cinema pornô francês e presença constante nos filmes B de Jean Rollin e Jess Franco. Além do excesso de sangue e gore, há também bastante nudez no filme, já que estamos falando de Rollin.

Como também habitual nos filmes do diretor, as locações são memoráveis. Muitas construções de pedra, ruínas e uma área rural triste, sem vida, tornam o filme visualmente bonito. Rollin sempre coloca a câmera nos melhores ângulos, valorizando o cenário e tornando tudo grandioso. Há planos longos e extremamente abertos, o que é incomum em filmes de terror. O roteiro tem suas falhas que tornam-se pequenas perto dos muitos outros aspectos positivos do filme.

Claro que há uma ligeira critica social na trama e uma singela preocupação ecológica.

Ironicamente, o Brasil é o maior consumidor mundial de agrotóxicos, sendo que o brasileiro consome em média 5 quilos de agrotóxicos por ano. Cientes de que a nossa bancada ruralista nunca foi conhecida pelo primor ético, o filme tem um quê de alerta e reflexão que torna-o preocupantemente atual.

NOTA DO EDITOR: 8,0

 

CENAS MEMORÁVEIS: ( Podem conter spoiler )

– Há uma decapitação memoravelmente gore.

           

 

TRAILER:

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