Um site sobre filmes, livros e obras de Terror

The Doll ( 2017 )

 

 

Ano: 2017

 

Direção: Susannah O’Brien

 

Elenco: Valeria Lukyanova, Isabella Racco, Ron Jeremy, Anthony Del Negro

 

 

 

The Doll é um filme estrelado por uma Barbie humana famosa na internet, Valeria Lukyanova. Com um misto de Sexta Sexy, terror e comédia involuntária, o filme tem espaço reservado na galeria dos Piores Filmes da História.

Claro que os iniciados em terror já viram milhares de filmes “piores”, mas geralmente são filmes que queriam ser assumidamente trash, escatológicos, gores, subversivos, de protesto, contestadores ou debochados. O que vemos aqui é um filme que infelizmente se leva a sério.

O filme mostra um casal de namorados que vivem juntos. O jovem, que é dono da casa, permite que um amigo que está passando por dificuldades more em um dos quartos. Acontece que o colega é viciado em prostitutas e um dia leva 4 garotas para a piscina da casa. O dono da casa vai tomar satisfação, as garotas o cercam e claro, neste momento, chega a namorada que vê tudo e resolve abandoná-lo. Solitários na casa, os amigos resolvem ter uma ideia “brilhante”: contratar uma prostituta para morar 1 semana com eles, achando que, se a ex visse o namorado com uma garota mais bonita, acabaria ficando com ciúmes e voltaria para ele. Acreditem, este argumento tosco é a base da história de um filme dirigido por uma mulher! Inexplicavelmente, ao invés de contratarem uma prostituta normal, eles resolvem contratar uma “boneca humana russa”.

O roteiro, se é que pode ser intitulado assim porque ele é cheio de furos ABOMINÁVEIS, desenrola a história mostrando que a boneca tem alguns hábitos estranhos. Os amigos, no início, acham que ela é diferente por ser russa, mas com o passar do tempo percebem que há algo de errado, e sinistro, com a Barbie humana.

Se até aqui a coisa já estava péssima, depois só piora. O filme traz problemas técnicos bizarros como, por exemplo, quando o casal se abraça, ouvimos claramente o microfone lapela raspando na roupa deles. A parte de terror chega a ser ofensiva de tão sem inspiração e pessimamente executada. O elenco disputa entre si para ver quem consegue ser o menos pior e, acreditem, mesmo atuando o tempo inteiro como robótica, estática e sem expressão, até assim a Barbie humana consegue ser ruim! Teria sido muito pior se ela tivesse que atuar de fato. Para completar o elenco e satisfazer os fãs da celebridade da internet, o resto das personagens são prostitutas siliconadas não muito diferente da Barbie principal.

Se tem alguma coisa curiosa no filme é a presença de Ron Jeremy participando de apenas uma cena. O ex-ator pornô assumiu a bizarrice e hoje é figura constante em uma de cada três comédias americanas escrachadas.

The Doll não é um filme de terror mas sim um terror de filme.

NOTA DO EDITOR: 1,0

 

CENAS MEMORÁVEIS: ( Podem conter spoiler )

NADA!

 

           

 

TRAILER:

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As Uvas da Morte ( Grapes of Death – Les Raisins de la Mort )

 

 

Ano: 1978

 

Direção: Jean Rollin

 

Elenco: Marie-Georges Pascal, Felix Marten, Mirella Rancelot, Brigitte Lahaie

 

 

O diretor francês Jean Rollin, famoso por sua vasta e cultuada obra de filmes B como Fascination, The Night of the Hunted e A Rosa de Ferro ( já resenhado aqui ), em As Uvas da Morte deixa de lado as clássicas vampiras bissexuais nuas e nos presenteia com um filme de zumbis. Chamado levianamente por alguns de A Noite dos Mortos-Vivos de Jean Rollin, Grapes of Death é realmente um ótimo filme de mortos-vivos com muito gore.

Inicialmente, o filme seria um thriller sobre um desastre ambiental. Vendo o potencial de terror que havia no roteiro, Rollin apostou em um filme rural que mistura colheita, ambição humana e zumbis.

No enredo, um fazendeiro ganancioso que lidera um povoado rural acaba abusando da quantidade de agrotóxicos usados nas uvas. Os funcionários, que trabalham com máscaras inapropriadas, acabam tendo reações ao excesso de veneno usado ali. A contaminação das uvas acaba transformando as pessoas do povoado em zumbis após a ingestão de vinho envenenado.

Os turistas que chegam nesta área rural acabam sendo surpreendidos com o que encontram e uma luta pela sobrevivência torna-se inevitável. Dentre estas pessoas está uma jovem que após dias sem notícias do noivo, resolve ir até o povoado atrás dele. Ela terá que se juntar a pessoas estranhas na luta contra os zumbis, sendo que alguns podem estar contaminados, esperando apenas o efeito do vinho se espalhar pelo corpo. Neste clima de tensão e desconfiança, a jovem faz parcerias improváveis com uma cega, uma família bastante peculiar e com uma misteriosa loira que parece ser uma líder do local. Detalhe que a loira é vivida pela Brigitte Lahaie, musa do cinema pornô francês e presença constante nos filmes B de Jean Rollin e Jess Franco. Além do excesso de sangue e gore, há também bastante nudez no filme, já que estamos falando de Rollin.

Como também habitual nos filmes do diretor, as locações são memoráveis. Muitas construções de pedra, ruínas e uma área rural triste, sem vida, tornam o filme visualmente bonito. Rollin sempre coloca a câmera nos melhores ângulos, valorizando o cenário e tornando tudo grandioso. Há planos longos e extremamente abertos, o que é incomum em filmes de terror. O roteiro tem suas falhas que tornam-se pequenas perto dos muitos outros aspectos positivos do filme.

Claro que há uma ligeira critica social na trama e uma singela preocupação ecológica.

Ironicamente, o Brasil é o maior consumidor mundial de agrotóxicos, sendo que o brasileiro consome em média 5 quilos de agrotóxicos por ano. Cientes de que a nossa bancada ruralista nunca foi conhecida pelo primor ético, o filme tem um quê de alerta e reflexão que torna-o preocupantemente atual.

NOTA DO EDITOR: 8,0

 

CENAS MEMORÁVEIS: ( Podem conter spoiler )

– Há uma decapitação memoravelmente gore.

           

 

TRAILER:

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The Blood Rose ( La Rose Ecorchee )

 

 

Ano: 1970

 

Direção: Claude Mulot

 

Elenco: Philippe Lemaire, Anny Duperey, Elizabeth Teissier, Michele Perello

 

 

Obviamente inspirado no também francês Os Olhos sem Rosto, filme clássico de Georges Franju, The Blood Rose ( La Rose Ecorchee ) é um filme pouco conhecido mas muito surpreendente.

De imediato, uma coisa chama bastante atenção. Claude Mulot, diretor do filme, basicamente tem uma carreira só de filmes pornôs. Mulot dirigiu vários clássicos franceses de sexo explícito, como por exemplo “Les Petites Ecolieres” com a atriz Brigitte Lahaie, estrela de filmes pornôs e de vários filmes de terror B.

A história começa quando um famoso pintor de modelos nuas se apaixona por uma garota comum. No dia do casamento, a ex-namorada do pintor, enciumada, vai até a festa e provoca um acidente que desfigura por completo a noiva.

Paraplégica, encarcerada no castelo e infeliz com a atual aparência, em pouco tempo a jovem se transforma em uma pessoa monstruosa e maligna. Vivendo neste ambiente infernal, o marido resolve tomar uma atitude arriscada com o intuito de devolver a beleza e a alegria de viver para a depressiva esposa.

Com um clima agonizante, The Blood Rose aposta em uma atmosfera pesada e sombria. O roteiro está longe de ser uma obra-prima, mas a história compensa com um terror gótico ambientado nas belas locações da França. Em alguns momentos do filme, o espectador é colocado no papel da personagem através do uso de câmera subjetiva. Com visão borrada, pouca mobilidade e vendo em primeira pessoa a reação das pessoas diante da peculiar aparência física, o espectador passa a entender e sentir na pele o drama vivido pela personagem principal, trazendo assim um mínimo de empatia.

O filme tem um orçamento baixo, mas a boa narrativa, a ótima fotografia e o clima crescente de suspense agregam valor de produção.

Trazendo no cartaz a frase “O primeiro filme de sexo-terror já feito”, o que obviamente é uma baboseira apenas por interesses comerciais, The Blood Rose tem pouco erotismo e muito horror. Aliás, tem um ótimo terror que merecia uma atenção maior pela crítica e pelos fãs do gênero.

NOTA DO EDITOR: 7,5

 

CENAS MEMORÁVEIS: ( Podem conter spoiler )

Nenhuma especial

           

 

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Túmulo Sinistro ( The Tomb of Ligeia )

 

 

Ano: 1964

 

Direção: Roger Corman

 

Elenco: Vincent Price, Elizabeth Shepherd, John Westbrook

 

 

 

Dirigido pelo lendário Roger Corman, Túmulo Sinistro foi o último de uma série de filmes baseados na obra de Edgar Allan Poe feitos por Corman. Neste caso, o filme foi inspirado em cima do sombrio conto “Ligéia”.

Para quem não conhece, Corman tem mais de 400 filmes creditados nas mais variadas funções, sendo a maior parte deles como produtor e diretor. Após trabalhar por apenas 3 dias na vida como engenheiro, ele desistiu da carreira e, graças a esta frustração, resolveu trabalhar como mensageiro na 20th Century Fox. Após ser alçado a carreira de analista de roteiro, Corman posteriormente conseguiu vender seu primeiro roteiro pessoal para um estúdio de cinema. Indignado com o resultado ao ver que o filme estava muito diferente do roteiro, ele resolveu bancar e dirigir seus próprios filmes, iniciando assim uma carreira invejavelmente prolífica e eternizando seu nome na galeria do terror.

Conhecido como O Rei dos Filmes B, a fama de Corman veio graças aos seus inúmeros filmes com baixo orçamento, mas não necessariamente ruins. Como exemplo, o longa “A Loja dos Horrores”, apesar de ter quase uma hora e vinte de duração, foi rodado em SURPREENDENTES dois dias apenas. Trabalhando com muita gente iniciante, o diretor foi o responsável por lançar atores como Jack Nicholson e diretores como Martin Scorsese, James Cameron e até mesmo Francis Ford Coppola. A contribuição de Corman para o cinema, não apenas para o terror, é inestimável e incapaz de ser dimensionada.

Em Túmulo Sinistro, o diretor mistura outro ícone do terror, Vincent Price, com um texto de Poe, um gato preto e um constante clima de terror clássico. Como previsto, não tinha como dar errado.

Com diálogos poéticos e marcantes dignos do conto, o filme mostra a loucura de um médico após perder precocemente a esposa Ligéia. Mantendo o túmulo dela por perto, ele acredita que um dia ela voltará. Após muitos anos, o isolado e estranho doutor se casa com a jovem filha do vizinho. O que ela não sabia é que talvez ela esteja sendo usada pelo espírito da falecida Ligéia para atormentar o marido, ou, pior ainda, esteja sendo usada pela loucura do estranho doutor para tomar o lugar de Ligéia.

Túmulo Sinistro é um terror diferente. Filmado em belas locações inglesas, boa parte do filme se passa em cenas externas em plena luz do dia. O clima sombrio aparece quando entramos na casa do médico, cheia de elementos clássicos do gênero e com um constante ar de melancolia e solidão.

Um dos pontos fortes do filme é trabalhar o terror psicológico. Muitas vezes, ficamos em dúvida se a narrativa realmente flerta com o fantasmagórico ou se é uma incursão na mente atormentada do doutor.

Nas palavras do próprio diretor, dos 8 filmes que ele fez baseados em Poe, este é o melhor de todos. De um mestre como Corman, poucos ousariam discordar.

NOTA DO EDITOR: 7,5

 

CENAS MEMORÁVEIS: ( Podem conter spoiler )

Nenhuma especial.

 

           

 

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Las Garras de Lorelei ( 1973 )

 

 

Ano: 1973

 

Direção: Amando de Ossorio

 

Elenco: Helga Line, Silvia Tortosa, Tony Kendall

 

 

Amando de Ossorio foi um diretor espanhol famoso no gênero de horror graças a uma série de filmes com cavalheiros templários mortos-vivos.

Enfim, o cultuado diretor chega ao site Adoro Terror com um filme que mistura fantasia e terror.

Em Las Garras de Lorelei, a lendária atriz ruiva alemã Helga Liné dá a vida a outra lenda germânica, a sereia Lorelei do épico dos nibelungos. Bela quando humana, Lorelei em noites de lua cheia se transforma em um agressivo monstro que precisa se alimentar de corações humanos. Claro que, diante disso, ela deixa um rastro de crimes e medo em uma pacata cidade alemã.

Quando uma jovem é assassinada por Lorelei, a rígida professora de um colégio feminino, vivida por Silvia Tortosa, solicita que um caçador seja colocado para proteger o local. O escolhido para a missão acaba sendo o jovem e sedutor Sigurd, que obviamente vai mexer com a rotina das estudantes já que ele é o único homem vivendo ali.

O filme, que acaba sendo um terror sexy, alterna as tentativas de sedução das alunas com cenas de assassinatos brutais. Com vários momentos de puro gore, o diretor Ossorio investe em uma Lorelei que mescla languidez quando humana com muita raiva quando na forma monstruosa.

Há muitos assassinatos, o que torna o filme quase um slasher. O terror de Ossorio é clássico: sombras, sangue espirrando, câmeras subjetivas, noites de lua cheia com muita fumaça, zoom em olhar de pavor, cemitério e tudo mais que o gênero permite.

Apesar do baixo orçamento e da maquiagem quase risível em alguns momentos, é difícil não elogiar a paixão do diretor pelo gênero. Filmando com elegância, ele consegue extrair bons momentos apostando em uma cinematografia forte, ainda que sua produção seja limitada. Há muita honestidade em tela, ainda que ingênua em algumas cenas, mas sempre muito apaixonada pelos elementos do terror.

Mesmo não sendo um filme tão conhecido como A Noite do Terror Cego ou como The Night of the Seagulls, ambos do mesmo diretor, Las Garras de Lorelei é uma forma de compreender porque Amando de Ossorio foi um dos maiores nomes do horror europeu da década de 70.

NOTA DO EDITOR: 7,5

 

CENAS MEMORÁVEIS: ( Podem conter spoiler )

Nada especial

           

 

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