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A Casa da Noite Eterna ( The Legend of Hell House ) – 1973

 

 

Ano: 1973

 

Direção: John Hough

 

Elenco: Roddy McDowall, Gayle Hunnicutt, Pamela Franklin

 

 

 

Filmaço. Esta talvez seja a melhor palavra para descrever o clássico A Casa da Noite Eterna, filme baseado no livro Hell House, escrito por Richard Matheson. O próprio autor fez a adaptação do livro para o cinema.

Um milionário faz uma proposta para que um grupo passe alguns dias em uma casa assombrada com o intuito de provar que há vida após a morte. O grupo é formado por um físico que estuda Parapsicologia, a esposa do físico, uma médium e um paranormal que é o único “sobrevivente” da casa que não morreu nem enlouqueceu após passar uns dias dentro do local.

O filme traz o típico terror inglês com pouco susto e muito horror sugerido. O uso de sombras, a atmosfera gótica e os cenários suntuosos estão lá, como sempre. Ícones do terror, como gato preto, portas rangendo e batendo sozinhas também se fazem presentes.

A Fotografia é memorável. A câmera sempre está no lugar certo e com lentes pensadas para criar distorções, aumentar o cenário e criar estranhezas. O elogio também se aplica a Direção que optou por efeitos simples mas eficientes como ventos fortes, efeitos puramente mecânicos e uso de imã para mover objetos. A simplicidade se mostra eficiente porque é um filme que aposta no clima e na construção das cenas.

Como o grupo de investigadores não é homogêneo, o filme confronta as explicações da Parapsicologia que o físico propõe contra os contatos que a médium afirma manter e ainda contra as manifestações físicas que o paranormal testemunha. Os vários pontos de vista relativos ao sobrenatural sempre vem acompanhados com seus devidos embasamentos, o que torna o filme aberto a interpretações muitas vezes.

Para os fãs de terror com casa assombrada, A Casa da Noite Eterna é um filme obrigatório que elevou o gênero para outro patamar.

NOTA DO EDITOR: 9,0

 

CENAS MEMORÁVEIS: ( Podem conter spoiler )

– Nenhuma especial.

           

 

TRAILER:

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Hasta El Viento Tiene Miedo ( 1968 )

 

 

Ano: 1968

 

Direção: Carlos Enrique Taboada

 

Elenco: Marga Lopez, Maricruz Olivier, Alicia Bonet

 

 

 

Dirigido por Carlos Enrique Taboada, também diretor do ótimo Veneno Para as Fadas ( já resenhado neste site ), Hasta El Viento Tiene Miedo é um suspense mexicano com boas doses de terror.

Na trama, Cláudia é uma jovem que vive em um internato. Ela começa a ter constantes sonhos nos quais é chamada para dentro de uma torre, que existe mesmo no internato, mas que as garotas não podem entrar. Nestes pesadelos, Cláudia sempre vê a figura de uma menina enforcada. Assustada com os pesadelos, a garota e um grupo de amigas acabam entrando na torre proibida. Ao saber da transgressão, a durona diretora cancela as férias das alunas, obrigando-as a fazerem um curso intensivo. Neste tempo, uma das alunas descobre a foto de uma ex-aluna escondida na escrivaninha da diretora. Quando Cláudia vê a foto, ela reconhece a garota dos pesadelos. O grupo se une para investigar quem é aquela ex-aluna, o que aconteceu com ela e quais os segredos que a diretora e o internato escondem.

O filme tem um bom desenvolvimento, já que todas as garotas tem personalidades próprias e histórias pessoais como pano de fundo. O drama vai aos poucos se mesclando de forma eficiente com suspense e terror. Sendo um filme de 1968, ele tem algumas cenas bem ingênuas mas no geral é um filme que envelheceu muito bem apostando em um terror gótico e sobrenatural. O uso de sombras, sempre prolongadas e insinuantes, é algo realmente admirável e mostra uma rigorosa preocupação estética com as cenas. Alguns quadros são realmente primorosos e donos de uma fotografia marcante.

Pontuando ainda que Taboada dirigiu os cultuados “Mas Negro que la Noche” e “El Libro de Piedra”, é justo dizer que ele é um dos grandes nomes mexicanos do gênero e com um papel fundamental na escola latina de terror.

NOTA DO EDITOR: 8,0

 

CENAS MEMORÁVEIS: ( Podem conter spoiler )

  • Não há

         

 

TRAILER:

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Os Estranhos – Caçada Noturna ( 2018 )

 

 

Ano: 2018

 

Direção: Johannes Roberts

 

Elenco: Christina Hendricks, Martin Henderson, Bailee Madison

 

 

 

10 anos após o sucesso de Os Estranhos, estrelado por Liv Tyler, esta deslocada continuação tenta surfar na onda do filme original.

Os Estranhos – Caçada Noturna se concentra no trio de mascarados assassinos que assombrou o casal protagonista do primeiro filme. Aqui, uma família em férias formada por um casal que precisa lidar com a problemática filha adolescente e o filho também jovem que não está em uma fase muito fácil, acaba cruzando casualmente com o caminho dos psicopatas. Os problemas ficam em segundo plano quando a família precisa se unir na luta pela sobrevivência.

Os Estranhos tinha como mérito ser um filme extremamente cru. A sinceridade dos personagens, a psicopatia pura sem motivos para justificar a ação do trio mascarado e as ações coerentes dos personagens fizeram do filme, aparentemente simples, se destacar das outras produções do gênero. O mesmo não acontece na continuação. Não dá para entender porquê em algumas vezes os assassinos preferem o caminho mais difícil, o terror é um pouco mais voltado para o público adolescente e os assassinos tem a irritante capacidade de adivinhação prevendo para onde os personagens principais vão e que atitude irão tomar.

Bem realizado tecnicamente, o filme tem ritmo e não é um filme ruim, apenas não deveria ter sido vinculado ao ótimo Os Estranhos. Se tivessem optado por ser uma história original e independente, talvez isso desse ao filme a personalidade necessária para deixá-lo mais interessante.

NOTA DO EDITOR: 5,0

 

CENAS MEMORÁVEIS: ( Podem conter spoiler )

  • Não há.

 

           

 

TRAILER:

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Asilo do Terror ( Asylum ) – 1972

 

Ano: 1972

 

Direção: Roy Ward Baker

 

Elenco: Barbara Parkins, Peter Cushing, Britt Ekland, Charlotte Rampling.

 

Asilo do Terror é um daqueles filmes com o irresistível terror inglês cheio de sombras, atmosfera gótica, locações que por si só já passam a sensação de assombradas, muita neblina e clima envolvente.

Um jovem psiquiatra é chamado para uma entrevista de emprego em um asilo para pessoas com distúrbios mentais. Adepto do método de dar liberdade e conversar com os pacientes, ele discorda dos métodos poucos convencionais usados no local. Para ser “aprovado” na entrevista, ele é submetido a um teste: conversar com 4 pacientes internados e descobrir qual deles é o Dr. Starr, o antigo médico que cuidava do asilo mas enlouqueceu junto com os pacientes.

O filme acaba sendo uma sucessão de 4 histórias diferentes. Claro que uma acaba sendo mais interessante que a outra, mas por serem curtas, o ritmo acaba não caindo.

A segunda estória conta com a presença de um dos grandes nomes do terror, Peter Cushing, vivendo um pai enigmático que precisa fazer um terno para o filho. Acontece que o tecido é bastante peculiar e o terno precisa ser confeccionado sob regras bastante estranhas determinadas em um livro misterioso.

A terceira estória conta com as presenças da ex-Bondgirl Britt Ekland e com Charlotte Rampling, aqui extremamente nova já que o filme é de 1972. As duas atrizes vivem um não tão velado relacionamento amoroso, abalado pelo vício de uma delas em drogas.

Todas as histórias contam com elementos sobrenaturais, flertando com loucura e terror, indivisíveis entre si.

O filme tem ótimos momentos narrativos, com destaque para um curioso truque de espelho usado no final da 3 estória. Inspirado e com cenas memoráveis, é um grande filme que merece ser visto.

NOTA DO EDITOR: 8,0

 

CENAS MEMORÁVEIS: ( Podem conter spoiler )

  • Não é sempre que vemos uma pessoa lutar com um corpo desmembrado

         

 

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A Hora do Calafrio ( Savage Weekend )

 

 

 

Ano: 1979

 

Direção: David Paulsen

 

Elenco: Christopher Allport, Jim Doerr, Marilyn Hamlin

 

 

 

 

Para quem frequentava vídeo-locadora nos anos 80, A Hora do Calafrio era uma daquelas capas que chamava atenção apesar do desenho não ter ligação alguma com o filme. Assim como o nome é apenas um devaneio dos distribuidores, já que o título original é Savage Weekend.

O filme é um slasher com um maníaco mascarado, algo comum no final dos anos 70 e início dos anos 80, popularizado por séries clássicas como Halloween e Sexta-Feira 13. Apesar de A Hora do Calafrio ter sido lançado em 1979, depois de Halloween, o filme foi rodado em 1976, o que dá a ele uma originalidade. Ao contrário das produções tradicionais com um bando de jovens bobos sendo assassinados, aqui temos casais de meia idade, com temas de separação, filhos, falências e etc.

Todo esta personalidade de A Hora do Calafrio, infelizmente, não reflete em um bom filme. No enredo, um grupo de casais viaja para um casa no campo passar o final de semana. Lá, o estranho funcionário de um deles está construindo um barco para o rico patrão. Após algumas desavenças, as pessoas vão sendo assassinadas e o que era para ser um passeio agradável se torna uma série de assassinatos. A dúvida fica em quem está fazendo isso e porquê.

O roteiro é bastante confuso. Ele começa pelo final, para causar uma surpresa para o espectador, mas fora isso, todo o resto é bem ruim. Os personagens tomam péssimas decisões, o tempo das montagens paralelas são confusas também, muita coisa simplesmente não funciona.

Para piorar, sendo um slasher, você espera um suspense com uma sequência de assassinatos bem distribuída. Aqui, nos 50 minutos iniciais do filme praticamente nada acontece. Quem consegue passar sem dormir pelo começo e meio, acaba sendo “premiado” pela última parte do enredo onde as coisas realmente começam a acontecer. Difícil não ficar enfadonho.

Se tudo isso já não fosse o suficiente para afundar o filme, tem duas coisas piores. Os cortes bruscos tornam a edição quase insuportável nas cenas de sexo e assassinato. Acredito que isso tenha sido para aliviar a censura do filme, deixando tudo muito light e mal acabado. O segundo problema são as constantes aparições do microfone boom em quadro. Não é exagero afirmar que ele aparece por muito tempo e de forma constante em mais de 10 cenas, tirando o espectador do clima. Aqui é necessário fazer uma defesa do filme, isso provavelmente ocorreu pelo formato de tela do VHS ter sido diferente do formato em que o filme foi captado. Não necessariamente seja um erro genuíno do filme, mas provavelmente uma diferença técnica dos distribuidores pouco cuidadosos.

Definitivamente, um filme cujo embrulho é melhor que o presente.

NOTA DO EDITOR: 2,0

 

CENAS MEMORÁVEIS: ( Podem conter spoiler )

  • Não há.

           

 

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